Tenho estado em processo de análise por alguns anos, por
volta de cinco anos, e durante esse ínterim pude observar centenas de pacientes
à espera de atendimento terapêutico. Esses sujeitos que pude ver e ainda tenho
visto, são pacientes de todos os tipos, ou seja, são homens, mulheres, adultos,
crianças, idosos, adolescentes. Todas essas pessoas, de alguma forma, estão
ali, naquele espaço, pois de certa forma precisam resolver algum problema
pessoal. Muitos desses pacientes procuram soluções para diversos fatores, que
podem ser: dificuldades emocionais, psíquicas ou de aprendizagem escolar. Já
outros, entram em processo terapêutico por causa de distúrbios no
desenvolvimento, desvios de conduta e de personalidade, outros procuram uma
orientação de carreira.
Porém, esses sujeitos, de modo geral, querem soluções,
para o seu sofrimento psíquico. E, muitas vezes, os pacientes criam a ideia de
que os analistas irão fazer com que os pacientes fiquem livres de problemas.
Entretanto, o que os profissionais vão fazer com o paciente é ensinar modos
mais corretos para lidarem com suas dificuldades. O paciente e o terapeuta irão
juntos elaborar métodos e estratégias que amenizem as dificuldades da pessoa
que está em análise.
Alguns pacientes que buscam ajuda profissional, estão em
um sofrimento tão intenso, que apenas uma sessão não é o suficiente. Para esse
paciente, há a necessidade de um acompanhamento multidisciplinar. Alguns
sujeitos ficam em um grau de dor tão profunda, que muitas vezes, saem do mundo
real e começam a entrar em delírios e a ter surtos psicóticos. O papel do
terapeuta nesse caso será de restabelecer o sujeito e tentar na medida do possível
trazer o paciente para o mundo real.
O sofrimento humano é tão intenso que clínicas de
psicologia e de psiquiatria estão lotadas de pacientes, e os profissionais só
tendem a lucrar com a dor do outro. Existem muitos profissionais que só visam o
lucro, e se esquecem do principal, que é a saúde global do paciente que está em
suas mãos. Embora haja tambémexcelentes profissionais, e estes sim são dignos de
respeito por parte do paciente e da sua família.
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